Uma das coisas que me faz ter sempre um prazer infindável em refletir e estudar sobre a gameologia é que estou sempre me deparando com pequenas descobertas que implicam em grandes insights que reescrevem a nossa história.
Outro dia aprendi que a famosa tática de como os gregos derrotaram os troianos com um cavalo de madeira, contada no poema épico Odisseia de Homero, chegou até nós por que os perdedores desta batalha teriam fugido para a Itália e fundado Roma, tempos depois.

Guerra acontecida entre os anos de 1260 A.C. e 1180 A.C., iniciada quando o príncipe de Troia, Páris, raptou Helena, a mais bela das esposas do rei Menelau de Esparta. Após anos em guerra, os dois exércitos já haviam perdido os seus principais guerreiros. Pelo lado de Troia, o príncipe Heitor, comandante do exército troiano, e o próprio Páris haviam perecido na luta. Para os gregos, Ájax, o Grande, e o herói mítico Aquiles estavam mortos. Mesmo assim, as batalhas continuavam e Odisseu, com a ajuda da deusa da Sabedoria, Atena, criou a armadilha que daria fim à guerra:
Troia era cercada por grandes muralhas que a protegiam e impediam a entrada dos inimigos. Após a morte de Heitor, 
Há controvérsias se o lendário Cavalo de Tróia realmente existiu, ou se os descendentes desta batalha histórica realmente fundaram Roma. Mas é fato que esta tática, enquanto ideia, realmente existe e foi aperfeiçoada pelos romanos e seus descendentes chegando até os dias de hoje de uma forma muito bem camuflada.
Séculos depois da guerra de Tróia, os romanos dominaram a Grécia. E em seguida, dominaram todos os povos mediterrâneos e quase toda a Europa, incluindo o que hoje representa toda a península ibérica, França e parte da Grã-Bretanha, alcançando uma população total de mais de 50 milhões de habitantes em seu auge.
Mas como uma única cidade consegue estruturar um império desta escala de tamanho estando ainda na era do bronze?

Então os romanos usavam a brutocracia para conquistar, burocracia para administrar e a ludocracia para governar, pela política do pão e circo, tantos e tantos povos sob o seu sistema econômico e midiático da idade do bronze. Os romanos já sabiam que o cérebro humano é suscetível a se viciar em largas doses de adrenalina e dopamina, e que esta sedução era capaz de ser mais poderosa do que a rejeição à cultura de um exército mais forte e opressor. Pense no que é possível fazer com os métodos de hoje, muitas das estradas abertas e das estruturas erguidas pelos romanos com este modelo de negócios estão de pé até os dias de hoje.

Ainda mais vivo, desenvolvido e vibrante está o sistema econômico e colonial que os romanos desenvolveram, hoje vivos nas formas de competições esportivas, clubes de futebol, circuitos de automobilismo, jokey clubes, e todas as demais artes olímpicas dos esportes.
Este sistema era tão lucrativo que dominou, um a um, todos os povos na redondeza. E por falta de mais povos a conquistar para manutenção dos custos operacionais de sua máquina de guerra, o Império Romano começa a entrar em decadência, abandonando este sistema baseado em entretenimento para a adoção de um sistema baseado na religião, talvez curtindo uma ressaca moral de séculos movidos à vinho, sexo e matança, tornando-se então em Império Católico-Romano onde a figura do imperador acaba substituída pela do Papa. Até que, séculos mais tarde, o Império Romano se transformará no império financeiro dos bancos suíços, com a rebelião de uma ordem de militares formada para a conquista de Jerusalém, conhecida como Ordem dos Templários, que na posse de conhecimentos secretos se torna poderosa demais para as altas hierarquias do Vaticano.
O Nascimento de Uma Nova Elite
Durante toda a Idade Média, a maior parte da população da Europa era analfabeta. Até mesmo reis do nível de Carlos Magno, um dos mais poderosos da Europa de toda a idade média era analfabeto, pois a única classe alfabetizada era a classe dos religiosos. Então assim o antigo império romano que antes se impunha pela força havia se transformado num império sacerdotal que se impunha pelo letramento, cultura, 




Quando um país é eleito anfitrião para um evento esportivo internacional como Copa ou Olimpíadas, assume compromissos com instituições sócias dos maiores bancos e corporações capitalistas do mundo, que garantem plena adesão às normas de todo tipo de natureza, que vão do respeito a direitos de imagem, até aprovação de legislações anti-terrorismo.

Se algum país anfitrião tiver dificuldades financeiras em cumprir com todas estas legislações de segurança, por contratos firmados, os poderosos bancos Suíços terão muito prazer em servir estes países com generosos empréstimos e ótimas condições de pagamento para garantir que todos os mais modernos e sofisticados equipamentos de vigilância serão adquiridos, para a alegria geral do povo, e para não fazer nenhum vexame internacional na festa, é claro.
Passados os festejos, como aconteceu em Tróia, enquanto todos ainda se recuperam da ressaca, vem a etapa do saque.
Com a roubalheira das empreiteiras que realizaram as obras dos estádios, cria-se um caso policial. Com os casos, 

Dizia o famoso general chinês Sun Tzu em seu livro milenar que: “na Arte da Guerra, a melhor opção é tomar o país inimigo intacto. Esmagá-lo é apenas a segunda melhor opção.” Já o game designer e consultor de gamificação para as maiores big techs do mundo, Gabe Zickermann, explica que o maior beneficiado de um jogo é o seu criador, pois, “não importa quem vence um jogo, quem ganha sempre é a banca.”
O poder de ludibriar do lúdico é maior que o poder do maior exército. Chamo de Ludocracia, e que significa, do grego Kratos, poder, governo e administração, e do latim, Ludo, que significa jogo. Ou seja, poder ou governo pelo jogo. A Inglaterra, que globalizou o futebol no século XIX, só foi campeã neste jogo uma única vez. Já a Suíça, casa da FIFA, nunca nem foi campeã. Mas quando comparamos o valor da nossa moeda com a desses países, a Libra Esterlina e o Franco Suíço, fica fácil entender o por quê.
É claro que não somos as únicas vítimas desse poder quase hipinótico de sedução do futebol. Mas, no caso brasileiro, é tamanha a nossa influência dessa cultura esportiva na nossa vida política, que se tornou a nossa identidade nacional e a própria camisa da seleção brasileira de futebol foi apropriada pelos movimentos políticos das classes média e alta como símbolo de classe e status. E essas pessoas participaram da nossa vida política recente representando os soldados gregos que saíram do cavalo a noite para realização do saque. Só que do exército imperial da FIFA e seu engenhoso Cavalo de Troia no Brasil, sem nem mesmo imaginar isto.
O Supremo Poder dos Símbolos
Exímios estrategistas financeiros, linguístas e filósofos, os suíços conhecem bem o poder do simbólico como 
Já a jornada dos times de futebol na Copa, uma metáfora de uma cruzada espiritual que, há séculos, teria concedido 
Passaram-se mais de 3 mil anos desde a invenção da tática do Cavalo de Tróia, e neste período todo é visível que a tática acelerou muito a globalização da civilização, levando ao mundo todo, por meio do jogo, um senso de participação e interface entre diferentes culturas que antes se viam muito mais distantes. Os benefícios que o futebol proporciona com isso também são imensos para o mundo.
Mas passamos a última década inteira em função da Copa. Quatro anos nos preparando e os outros seis revisando as 

E foi exatamente isso que nós fizemos e demonstramos de dentro do maior e mais caro estádio da Copa, na última e maior Campus Party brasileira antes da pandemia de COVID-19, onde compareceram mais de 100 mil participantes, a maior edição física do evento no mundo, até hoje.

Lá demonstramos que é possível gerar tanto valor numa única partida desse jogo, que se fizéssemos uma partida num estádio lotado poderíamos quase construir outro estádio com os ativos estruturados pela inteligência coletiva durante o tempo de uma partida de futebol. Isto significaria transformarmos nossos estádios em aceleradores de partículas para aceleração de startups, transformando os estádios, que antes eram elefantes brancos, em máquinas de aceleração da economia.
Este ano estaremos nos dedicando inteiramente a tornar este projeto presente em escolas e faculdades de todas as regiões administrativas da capital federal, e depois do resto do país, para que tenhamos jogadores suficientes para, um dia, lotarmos nossos estádios para produzir inovação.
Saiba mais sobre este projeto que se chama Giro #AJogada neste artigo recente.
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